A diversidade das culturas humanas é extraordinária. As formas aceites de comportamentos variam grandemente de cultura para cultura, contrastando frequentemente de um modo radical com o que as pessoas das sociedades ocidentais consideram "normal". Por exemplo, no Ocidente moderno a matança deliberada de recém-nascidos e bebés é considerada como um dos crimes mais horrendos. No entanto, na cultura chinesa tradicional, as crianças de sexo feminino eram frequentemente estranguladas à nascença, uma vez que eram vistas como um encargo para a família e não como um património.
No ocidente, comemos ostras, mas não comemos gatinhos e cachorros, e tanto uns como os outros são considerados, em algumas partes do mundo iguarias gastronómicas. Os Judeus não comem carne de porco, enquanto os Hindus, embora comam porco, evitam a carne de vaca. Os ocidentais consideram o acto de beijar uma parte natural do comportamento sexual, mas em muitas outras culturas esse acto é ou desconhecido ou considerado de mau-gosto. Todos estes diferentes tipos de comportamento são aspectos das grandes diferenças culturais que distinguem as sociedades uma das outras.
Anthony Giddens, Sociologia.
A diversidade cultural está bem ilustrada no texto acima. Cada padrão de cultura corresponde a maneiras próprias dos indivíduos resolverem os problemas do seu quotidiano e só pode ser entendido no quadro social em que ocorre.
Comportamentos que os povos ocidentais consideram bizarros ou mesmo intoleráveis, são práticas aceites noutros tempos e lugares.
Concluímos, pois, que não há um modelo de cultura mas tantos modelos quantos grupos sociais que considerarmos.